Triquicibernautas

05/11/2013

Para que o Educador possa fazer um bom planeamento, adequado ao grupo, tem de refletir na  e sobre a sua ação educativa. Ou seja, deve "anteceder"  situações e experiências de aprendizagem, deve refletir nos instrumentos e estratégias de aprendizagem. As crianças devem participar nesta etapa, e o educador tem de criar oportunidades educativas que favoreçam a aprendizagem cooperada, num processo democrático de partilha. 
Desta forma, os instrumentos de pilotagem expostos nas paredes da sala de atividades requerem a sua participação, ajudam as crianças na planificação, gestão e avaliação das atividades educativas participadas por elas, proporcionando ao grupo aquisições de normas de vida democrática.
Foi o que fizemos, quando chegou o mês de novembro. “Lemos e contamos”, o quadro de Presenças e Faltas de Outubro, e do Quadro do Comportamento, e registamos na nossa avaliação mensal (com a ajuda da professora, aos que ainda não conseguem fazer isto autonomamente).


E na elaboração dos mapas para o mês de novembro.


Hoje introduzimos outro mapa. É o “Mapa de atividades semanal”,  que funciona numa grelha de dupla entrada, coletiva, alinhando-se os nomes das crianças e as atividades disponíveis para o grupo, quer sejam livres, orientadas, de rotina e de projeto. 
Desta forma, expõe o que as orientações curriculares explanam e, diariamente, as crianças planeam as atividades que pretendem desenvolver, podendo conduzir projetos individuais, iniciando os tempos de trabalho autónomo. Por essa razão, o plano de atividades transparece a vida da sala de atividades. O código de preenchimento deste instrumento foi combinado previamente com as crianças e é feito através de um círculo com a cor da semana que é aberta no início do dia. O grupo começa a consciencializar-se das modalidades e da organização de trabalho (planificação), nomeadamente dos compromissos, das rotinas instituídas na sala, das atividades do Plano Semanal e dos projetos a decorrer. A criança é, assim, levada a pensar, a aperceber-se dos seus ritmos, da gestão do tempo e a desenvolver a memória do dia de trabalho, refletindo sobre o processo vivido, apropriando-se dele progressivamente. 




E, para que a criança não se esqueça das atividades desenvolvidas, a autoavaliação do plano de atividades é normalmente formalizada ao final do dia, com a terminação da simbologia acima referida (fechando o círculo nas áreas que esteve e se finalizou o trabalho planificado).



Para primeiro dia de "plano de atividades", não nos saímos nada mal. Até os mais pequeninos entenderam. No fundo como diz Marcelino P, 2002:5 “Uma consequência esperada(…) era que todo o grupo se apropriasse, desde cedo, do currículo, dos espaços, tempo e materiais, para o seu desenvolvimento”.

2 comentários:

M. Jesus Sousa (Juca) disse...

Fantástica a fundamentação e a atividade. este é um instrumento essencial na regulação da vida da sala e na autonomia e iniciativa das crianças e vocês parece terem-se apropriado muito bem dele!
Nós por cá, não é bem assim... temos gente muuuito pequena!
Esta semana, com o mês de novembro iniciamos também a planificação autónoma, para já com os meninos grandes e médios. Depois postaremos como!

Continuação de bom trabalho Triquiteiros!

Beijinhos

Rosa Alves disse...

Olá Juca. Obrigada pelas tuas visitas, e pelos comentários que vais deixando.
Este é realmente um instrumento de pilotagem fundamental, que já estava a fazer falta nesta sala. Quisemos dar algum tempo aos 4 Triquiteiros novos...Achamos que agora, já era a hora, e parece que acertamos. Só usamos este "Mapa de atividades", com um grupo de crianças mais velhas, e este é o caso!
Bom trabalho para vocês-os Fixes!
Beijinhos

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