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17/05/2015

Há já algum tempo que começamos a limpar e a preparar a terra duma parte da nossa horta, para novas sementeiras. Já só tínhamos couves, e estavam a ficar espigadas! A outra parte, está bem cultivada.

Na semana que passou, tivemos a ajuda do pai da Inês, que veio adubar a terra. Só que veio logo de manhã, bem cedinho, e nós ainda não estávamos aqui, logo não pudemos participar, como queríamos. Agradecemos a sua ajuda.


Agora, que a terra estava pronta, era altura de semearmos. Mas semearmos o quê? A Leonor e a Beatriz, já tinham trazido feijões, e queriam metê-los na terra, o que foi aceite pelo grupo. A outra sugestão, veio da Inês, e foi de fazer-mos um "canteiro" de ervas aromáticas e especiarias, Mas para isso acontecer, tínhamos que primeiro comprar sementes.
Na sexta-feira, deitamos os pés ao caminho, e fomos a uma superfície comercial, adquirir as sementes.

Compramos um "set" para semear, que continha 4 bolsas com terra especial (terra de coco, com adubo) e 4 sacos de sementes.


Esta terra que compramos está compactada, e  tem de ser dissolvida em água.



Depois misturam-se as sementes...

Por fim, coloca-se na terra este preparado. Nós semeamos Cebolinho; Manjericão, Funcho e Pimenta de Caiena!





E não esquecemos os feijões...


Agora já temos a nossa horta com sementeiras...As plantações vêm a seguir!

13/05/2014

O tempo tem estado excelente. Apetece estar no exterior e aproveitar ao máximo o sol, e os recursos naturais que nos "envolvem".
Assim, aproveitando o bom tempo que se faz sentir, há alguns dias atrás decidimos meter os pés ao caminho, em conjunto com os amigos das outras salas, e lá fomos a uma superfície comercial, aqui mesmo ao lado, comprar ervas aromáticas e morangueiros para plantar na nossa horta.


 Voltamos carregadinhos, mas satisfeitos.
Depois, fomos para a horta. Tratar da terra, apanhar as ervas daninhas, fazer as novas plantações...
E colher...as alfaces que semeamos em março e que já estão boas para comer.
 Entregar à nossa cozinheira, para depois comermos ao almoço.

E pelo meio do "trabalho" na horta... a observação atenta e a descoberta do que nos rodeia, bem como a interação com os amigos...

 



"É tão bom estar cá fora..." É que brincar é coisa séria para crescer. "Brincar é muitas vezes considerado como um alivio de aprendizagem. Mas para as crianças, brincar é o trabalho da infância." (Fred Rogers)

14/03/2014

A educação de infância é a primeira etapa da educação básica , tendo como objetivo principal o desenvolvimento integral da criança.
Nesse desenvolvimento integral, deve ser considerado a convivência com o meio ambiente, em momentos de ação, ora estruturados, ora espontâneos/livres, de forma a contribuir para o enriquecimento de conteúdos básicos da constituição de conhecimentos e valores.
Segundo Korpela e Tuan (ELALI, 2003), a criança tem necessidades bem definidas de ter contacto com o meio ambiente, com o exterior, e essa necessidade aumenta conforme a criança é menor, neste caso, em idade de educação de infância. Assim, e segundo estes autores, a criança ao trabalhar na terra (horta), ao plantar, assiste à planta a crescer, e ao colhê-la, pode compreender os mecanismos da natureza, reconhecer-se como parte dela e questionar a sua própria participação em termos ecológicos.
Além destes autores, Fritjof Capra (2008) refere que a horta é como uma "sala de aula", pois nesse espaço as crianças estão ligadas “aos fundamentos básicos da comida – na realidade, com a essência da vida – ao mesmo tempo em que integra e enriquece praticamente todas as atividades escolares” (p. 14-15).
Este autor explana nos seus estudos que a horta, quando faz parte do desenvolvimento de conhecimentos da criança, proporciona-lhe (a)preender sobre os ciclos alimentares e a sua integração com outros ciclos, como o ciclo do plantar, cultivar, colher, compostar e reciclar. E, desta forma se descobre que estes ciclos fazem parte de outros ciclos maiores, como o da água, das estações do ano, etc.
É isso que vamos tentar fazer. A nossa horta precisava de ser novamente tratada...cultivada. A chuva intensa que caiu nos últimos meses, bem como o frio que se fez sentir, não deixaram o milho(que lá estava) crescer, antes pelo contrário, fizeram com que este ficasse destruído.
Convidamos um avô, (avô do Gabriel - avô Miguel) que costuma trabalhar a terra, para connosco cultivar a nossa horta.

Na quinta-feira de tarde, deitamos mãos à horta, em parceria com os amigos da sala C, plantamos e semeamos para depois colher, e comer os nossos próprios legumes. Da couve à alface, passando pela tronchuda, couve roxa, feijão, salsa e milho, a nossa horta vai de certeza ficar um primor.
Começamos por a preparar...cavar...com a ajuda do "Avô Miguel".



Plantamos...



E semeamos ...


                        
Juntamente com os amigos da sala C


E ficamos com uma bonita horta orgânica. Agora, só aguardamos o crescimento dos nossos legumes.


"OBRIGADOS" Avô Miguel!


Os "ensinamentos" que tiramos do contacto com este avô, podem parecer complexos para crianças de tenra idade como nós, mas o encantamento com a possibilidade de plantar e cultivar, e ainda de termos à posteriori a oportunidade de comer o que produzimos, torna fácil a compreensão de tão complexos ensinamentos.

21/10/2013

Hoje na reunião da manhã, entre conversas sobre o fim de semana, e sobre quem estava doente, a Inês aparece com este "Moinho em cartão, 3D", que lhe emprestou a mãe, para trazer para a sala e mostrar aos amigos.
Relembramos o que sabíamos sobre os moinhos, onde é que eles se situavam, porque é que precisavam do rio, riacho ou ribeiro por perto... o que é que faziam ao milho que para lá ia, etc.
A Gabriela, lembrou-se do que fizemos em Maio, na quinta dos Pentieiros, em Ponte de Lima, aqui http://jisjoaosalaa.blogspot.pt/2013/05/um-dia-inesquecivel-no-coracao-do-minho.html, quando estiveram a debulhar o milho, e a meter a semente na terra, num vaso que ficou lá na quinta.
A Margarida, lembrou que trouxemos espigas de milho da quinta da D. Rosinha, e surge assim a ideia de fazermos o que tínhamos feito em Ponte de Lima, mas agora no nosso quintal.
Estava na hora de fazer uma visita à nossa horta, e verificar que se queríamos semear o milho, tínhamos que a limpar primeiro.
Ainda colhemos uma couve coração, assim como alguns espinafres, que lá estavam perdidos, desde a última colheita, e entregamos à nossa cozinheira para amanhã colocar na sopa.


Mãos à obra, ou seja, à limpeza do quintal...com as mãos, e o utensílios que temos para nos ajudar.
De seguida debulhamos o milho.
Estava tudo pronto para semearmos. Como estamos em Outubro, não sabemos se esta sementeira vai resistir... (porque é em Março que semeia, e em Setembro que se colhe), mas não custa nada experimentar. Como diz o nosso amigo Jonh Dewey " Aprender? Certamente mas, primeiro, viver e aprender pela vida, na vida", e como diz a nossa amiga Juca "Em Outubro, pega tudo".

Depois da sementeira, há que falar sobre o carolo...mas o que é isto? Quem disse que isto se chamava carolo, foi a Inês. Parece que ouviu em casa. Terá sido a mãe? A avó? Bem mas o carolo, é - Esta coisa cheia de bolhas. Ficou assim, porque tiramos o milho, que dantes era espiga (Margarida). Perceberam? Nós percebemos muito bem!
Por sugestão deste trio... (e que boa foi esta sugestão), toca a sinalizar o "Milheiral".


E pronto...a partir de hoje, temos o nosso milheiral. Fixe!
Novamente citando Dewey -  O pensamento não existe isolado da ação. É na ação e sobre a ação, que a criança "aprende fazendo". Educar, portanto, é mais do que reproduzir conhecimentos.

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