"Quem se rende à tentação do ninho, jamais aprende a voar;
Quem não se aventura pelos mares, verá o casco de seu barco apodrecer em pleno cais; Quem não ousar na vida profissional, ficará superado porque não foi capaz de dialogar com as mudanças que o tempo ofereceu. A ousadia de ser mestre, mediador, professor está nas nossas mãos" – Werneck
Embora a semana da leitura já tenha terminado, nós continuamos com visitas. E as visitas vieram de uma freguesia vizinha de Vizela, (Roriz) onde vivem os avós maternos do Afonso F.
Estiveram em primeiro lugar a falar-nos de uma tradição que é muito usual na nossa zona, que é a colocação das"Giestas" no primeiro dia de maio, nas portas das casas.
Depois o avó Carlos esteve a explicar como se jogava ao botão...
Mas o melhor foi mesmo experimentar e jogar!
Por fim estivemos a jogar às "Figurinhas", que consistia num jogo de cartas e botões e quem ganhasse, conseguia "figurinhas" para colar numa caderneta de cromos de jogadores de futebol, que o avô Carlos também trouxe, do ano 1986, ano em que o Vizela esteve na 1ª divisão.
No final, fomos agraciados com uma caixa de bolachas tradicionais do mosteiro de Roriz, que são maravilhosas...Pelo menos foi isso que dissemos quando as comemos à tarde.
Em dia da palavra "Obrigado/Obrigada", resta-nos agradecer por tudo o que nos proporcionaram nesta manhã de segunda -feira. MUITO OBRIGADA
Hoje, como estava prometido, continuamos com memórias dos nossos pais e avós. Começamos com as respostas da mãe e avó da Leonor...
E soubemos o seguinte: Na infância "A mãe brincava com bonecas, barbies, jogava às cartas. Na rua jogava ao esconde-esconde e às cartas com a irmã. A infância da avó foi passada a fazer casinhas e procissões e na rua brincava com os seis irmãos. A mãe gostava de ver na televisão "Navegantes da Lua e a Rua Sésamo. A avó não tinha televisão. Quanto ao tema Natal: "A mãe sonhava ter uma bicicleta, nenucos e barbies. Teve sempre tudo. Já a avó sonhava ter uma boneca, mas só recebia 1 chocolate, mas houve um Natal que lá recebeu a boneca.No tempo da avó o pinheiro de Natal era um pinheiro do monte com luzinhas, já o da mãe era uma árvore de Natal decorada e com luzinhas e também chocolates que nunca chegavam à noite de Natal."
Continuamos com as respostas da mãe do Afonso S.
Que nos confidenciou o seguinte: "Na infância brincava muito, principalmente na rua, desde apanhadas, escondidas, macaca, com os vizinhos e amigos. Comia muitas guloseimas, até porque os pais tinham um café. No Natal havia sempre o pinheiro de Natal e o presépio. Na véspera punha o sapatinho para receber os presentes. Presentes esses que eram jogos didáticos, livros, bonecas (as barbies estavam muito na moda). Conta, que tentava esperar para ver o pai natal a deixar as prendas no sapatinho, mas adormecia sempre e depois ficava frustrada."
E terminamos com os testemunhos da mãe, avó Silvina e avô Armindo da Mimi!
Na infância do avô da Mimi," O que ele queria era ter comida na mesa. Não tinha televisão e no verão tomava banho no rio. No inverno jogava futebol, a maior parte das vezes descalço, pois os sapatos não se podiam estragar. Se calhava mal e dava um chuto numa pedra lá se acabava o jogo e ia a sangrar para casa. Não tinha dinheiro para guloseimas e não tinha televisão. Foi trabalhar com 13 anos."
Já a avó diz: "Que o trabalho vinha sempre primeiro que a brincadeira. Lia muito à noite e como não podia gastar eletricidade, lia à luz das velas. Não tinha dinheiro para doces e não tinha televisão. Foi trabalhar com 12 anos."
A infância da mãe foi passada: "Na rua a brincar com os amigos, bem como no terraço. No verão tomava banho no lago do jardim. Lia muito e ouvia música. Via desenhos animados como por exemplo, a Heidi, Topo Gigio, Sport Billy. Jogava na rua ao elástico, macaca, caricas, esconde-esconde, lencinho e andava de bicicleta."
Quanto ao Natal a avó da Mimi refere: "Que era o dia em que tinha um presente, mas não se pediam prendas como agora. Ficava contente com o que lhe calhava. Já o avô lembra-se do cheirinho a doces que vinha da cozinha e nem o deixava dormir. A mãe diz que no Natal tinha Chorões, e que se lembra de num Natal querer um carrinho de pedais, que não teve. Chorou tanto, que os pais foram pedir um emprestado para ela se contentar. Mas lembra-se como se fosse hoje, da bicicleta bmx, vermelha e amarela, que recebeu num natal. Já a árvore de Natal era um pinheiro do Monte de S.Bento."
Depois estivemos a ouvir as explicações do Gabriel, da Laura, Da Isabel e da Maria Duarte sobre os brinquedos que hoje trouxeram.
O Diogo trouxe um Mikado, igual ao que já temos na sala.
Já temos uma mesa cheia de "Tesourinhos"...A nossa exposição vai ficar bem grande, de certeza.
Hoje recebemos ainda a visita do avô Leonel, avô da Maria Duarte, que nos veio ensinar a lançar o pião.
Nós adoramos ver o lançamento do pião e depois até tentamos fazê-lo, mas chegamos à conclusão que vamos ter que treinar muito..."É muito difícil"!