Triquicibernautas

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10/03/2016

Quinta-feira foi dia de "Feirar"...Ao longo dos últimos dias, fomos trazendo produtos para a "Feira da Primavera".




Hoje, foi com um grande sorriso no rosto e com vontade de ser vendedor/vendedora, que recebemos os nossos clientes e até soubemos "regatear". Além disso, muitas foram as competências que desenvolvemos!




Agradecemos a todos que nos visitaram hoje. Ficamos muito felizes com isso. Valeu a pena  o dia de feira!

19/09/2014

Hoje a chuva deu-nos algumas horas de tréguas. Claro que aproveitamos para brincar ao ar livre. Conforme afirma o professor Thales Ribeiro “A presença de espaço onde a criança possa descobrir, criar, experimentar é um bom caminho para o desenvolvimento da aprendizagem perceptivo-motora, da inteligência, das habilidades da leitura e da escrita e da formação de conceitos através de suas próprias experiências”.
É a correr, a saltar, a pular, a subir ás árvores, que as crianças se desenvolvem, tanto na formação pessoal e social, como no conhecimento do mundo. Desenvolvem assim, o raciocínio, a capacidade reflexiva, e a autoconfiança, bem como a interação entre pares, o que contribui para a socialização, muito necessária nesta fase de adaptação à escola..."É que brincar é coisa séria para criança" (Rubem Alves)









Damos assim "asas" ao nosso desenvolvimento afetivo, cognitivo e emocional... E ainda, conforme podem ler Aqui - "O contacto com a natureza e com vários tipos de patogéneos cria nas defesas da criança uma memória imunitária que favorece a sua capacidade de resistir a infeções."

01/04/2014

“Quando a Mãe Grita” é uma das histórias da semana desta sala, e tem como intencionalidade principal, a sensibilização para os direitos e proteção das crianças. Isto porque o agrupamento de escolas de Vizela, da qual fazemos parte, decidiu aderir à campanha Laço Azul (que hoje começa), em estreita colaboração e articulação com a comissão de proteção de crianças e jovens de Vizela e Câmara Municipal.


Quando a mãe grita...fico desfeito!
A maioria de nós já conhecia a história do ano passado, mas resolvemos lembrá-la e (re)lembrar os dois pinguins,  mãe e filho, que nos ensinam o que sente uma criança quando a mãe lhe grita enfurecida. O medo, o desnorte. Mas, isso não quer dizer que não ame o filho acima de tudo na vida.
Tanto assim é que a mãe vai pedir desculpa ao filho, transmitindo-lhe o amor que sente por ele, fazendo-o compreender que se pede desculpa quando se erra.
Tantas aprendizagens numa só palavra: Desculpa!
O óbvio pode ser metafórico e simultaneamente percebido de forma tão fácil pelos mais pequenos. Com tanta simplicidade, se ensinam verdades importantíssimas.
A história foi contada com a observação simultânea das imagens. Posteriormente foram enunciadas quais as partes do corpo do pinguim que se “perderam”. Fomos capazes de dizer (respeitando a ordem pela qual tinham sido referenciadas, não só a parte do corpo que o pinguim tinha perdido como o local onde essa parte tinha ido parar, fazendo assim o respetivo jogo de associação.
“Porque terá gritado a Mãe?”
Todos responderam que o pinguim tinha feito alguma asneira (tinha-se portado mal), por isso a mãe estava muito zangada com ele. Foi por isso que gritou.
“Será que a mãe já não gostava dele”?
- "Não, a mãe gostava muito dele. Foi procurar todas as partes do corpo do filho e coseu-as para poder ficar outra vez com ele inteirinho."


De vez em quando todos gritamos. Mas o que sentimos quando os pais nos gritam ou outros nos gritam?
- Fico triste…mas não me desmonto.
– Quando faço asneiras, gritam comigo e eu vou para o quarto pensar no disparate que fiz. A minha mãe fica muito triste comigo e eu peço desculpa.
- A minha avó berra com a minha prima, porque ela faz muitas asneiras e eu fico triste com isto.
É impossível não nos enternecermos com esta história de sentimentos e afetos, (livro), bem como como com os nossos registos orais.
Todos têm a noção que é preciso refletir sobre os atos mais impulsivos. Reconhecer os erros e os que causam culpa e/ou desconforto,  juntar todas as peças, e tentar mudar.
Lembramos ainda do puzzle que fizemos no ano passado sobre este pinguim. Estivemos a revê-lo e a montá-lo, colocando as partes do pinguim que se desfez no lugar certo.


Colocamos também o laço azul na nossa lapela, e que vai andar connosco durante este mês...


E enviamos para casa este cartaz com “uma ideia para cada dia”.


Abrace esta iniciativa. Coloque também um laço azul ao peito, ou amarre-o na antena ou espelho do seu automóvel. Nós já estamos a fazer a nossa parte.


17/03/2014

Os dias passam muito depressa dentro e fora das paredes desta sala. Quando damos conta, esta já é a semana da atividade do "Dia do Pai". Hoje é segunda-feira, dia de falarmos sobre o que fizemos no fim de semana, de mudarmos os responsáveis e respetivas tarefas, e dia também de terminarmos o presente para o pai, e prepararmos o "pequeno almoço de afetos" que se realiza já amanhã.


E foi em "modo atarefado" que vivemos o dia de hoje. Não deixamos de aproveitar o nosso espaço exterior, e o belo dia de sol. Além de brincarmos ao esconde-esconde, ao gato e ao rato, de andarmos de escorrega e baloiço, terminamos os nossos presentes para o pai, ao som dos passarinhos que já fazem os ninhos nos beirais do telhado da nossa escola. É tão bom "trabalhar" cá fora!



Temos tudo pronto para amanhã. Por isso PAIS, não se esqueçam que é já amanhã (dia 18 março), a partir das 8.30h que o nosso "pequeno almoço de afetos" é servido. É que no dia 19, temos feriado concelhio.
Lembramos que, se por qualquer motivo, ( e há pais que estão fora do país) não for possível a presença do PAI, este pode ser substituído por outra pessoa que o represente, ou seja, um avô, um tio, o padrinho, uma avó, a mãe, ou outra que considerem apropriada.
Estamos ansiosos por este momento de partilha, cumplicidade e muito "mimo".
Então, até amanhã!!!

06/01/2014

De regresso, depois de duas semanas de interrupção letiva, num novo ano, o 2014, num novo mês, o de Janeiro, e com muita, mas mesmo muita chuva! Até a estação do ano mudou. Estamos agora no Inverno. 
Foi tempo de contar as novidades... Que presentes receberam...que passeios efetuaram...com quem passaram as férias de Natal...o que mais gostaram de comer na noite da consoada...como fizeram a passagem de ano, etc. E acreditem que houve de tudo. Houve Triquiteiros que tiveram  muitos presentes, (principalmente tabletes), outros que só tiveram um...houve quem viajasse até à terra dos sonhos… ou até à casa dos avós que vivem longe... Quem adorasse (e até lambesse o beiço) com as batatas e o bacalhau, ou quem se deliciasse com o Perú assado e até quem tivesse preferido comer batatas fritas com frango e cassete, ou uma deliciosa massa, na noite da consoada, ou ainda quem tenha dito, que ainda é muito pequeno para comer batatas cozidas com bacalhau, melhor ainda- “Ainda não é hora de comer essa coisa”. Houve quem dissesse que o Pai Natal perdeu as calças e as sapatilhas, (parece que ficaram presas na chaminé), ou quem referisse que o Pai Natal não tinha ajudantes que chegassem, e por naquela casa foi o avô que se fantasiou de Pai natal (parece que também pode ser, e é até normal).
Conversamos sobre o “dia especial” que hoje se comemora, e porque se comemora. Lembrávamo-nos das histórias de natal que tínhamos ouvido, como por ex: “Babuska”, ou da canção que cantamos na festa de natal, e que falavam dos reis magos. Sabíamos que eram três, que os seus nomes são Baltazar, Belchior e Gaspar, e que levaram presentes aos meninos…ouro incenso e mirra. Até nos lembramos que no ano passado fizemos experiencias com o incenso e a mirra, tendo ficado combinado que amanhã, iriamos repetir, para os meninos novos ficarem a saber o que isto é.



Mesmo assim decidimos procurar no blogue http://historiasparapre.blogspot.pt/search?q=reis uma história que nos falasse sobre este assunto. Tínhamos muitas para escolher, e no final decidimo-nos por aquela que deixamos a seguir - "3 Reis a caminho de Belém".
Alguns Triquiteiros lembraram logo que tínhamos que fazer coroas de Reis, para depois cantarmos as Janeiras, tal como é habitual, que teríamos que escolher a música, mas ainda não o fizemos hoje. Não houve tempo, tal como não houve tempo para fazermos o tratamento de dados relativamente ao mapa de presenças e faltas, e plano de atividades. Irão depois perceber porquê.
Apenas atualizamos o Quadro das Responsabilidades, escolhendo com muita “responsabilidade” as tarefas que vamos ter que efetuar a pares durante esta semana.


Amanhã continuaremos a tratar de todas as questões que hoje não puderam ser resolvidas!



09/10/2013

Há dias que fico completamente (e)namorada...o (en)cantamento preenche-me o coração! 
Hoje, logo pela manhã, ao redor da mesa grande a Inês, mostra-nos o que "apanhou", ontem à tarde quando foi ao parque com a mãe e a avó. E o que ela trazia consigo, eram quatro bolotas, para juntar ao outono que estamos a construir na sala.


Aquilo, que poderia ter ficado apenas pela conversa sobre cores, número e formato das bolotas, acabou por se transformar em algo muito diferente. É claro que contamos as bolotas, é verdade que vimos que tinham cores diferentes, mas o que nos chamou mais à atenção, foi o facto de as duas bolotas verdes terem carapuça, e as duas bolotas castanhas não terem carapuça. Aí o Rodrigo Caeiro, passou a explicar:
-A semana passada quando esteve maus tempo, quando trovejou, as bolotas que têm carapuça, ficaram dentro de casa cheias de medo e não se molharam, as outras duas, as castanhas foram dar um passeio, não tiveram medo, mas ficaram sem carapuça, molharam-se, e uma até ficou ferida...tem um buraquinho."
A conversa sobre "medos regressa à sala. E os medos que começamos a enumerar, passam-se quase sempre nos sonhos:
- Eu tenho medo de lobos, cobras...sonho com isso. (João)
- Eu sonho muito com monstros. (Lara Maria)
- Eu não gosto de sonhar com os vampiros. (Rodrigo Caeiro)
- Eu não gosto de sonhar com pessoas que me fazem cócegas...não gosto! É um sonho mau. (Margarida)
- Eu sonho com cobras, e tenho medo...mas no meu quarto tem uma ventoinha que se liga, assusta as cobras. e elas vão-se embora, mas eu fico a tremer!  (Maria Miguel)
- Eu também tenho medo de lagartas, cobras e minhocas. Também fico com o corpo a tremer como a Maria Miguel, mas depois, acho que foi apenas um sonho mau! (Gabriel)
- Eu não gosto de sonhar com fantasmas, mas quando estou a dormir, vejo a lua, ela diz-me "boa noite", e isso faz-me dormir sem medo,mas a minha irmã tem medo do vento, e abraça-se a mim...digo-lhe para ela olhar também para a lua. (Gabriela)
- Na minha casa, os monstros não entram, porque a porta está fechada. O meu pai afugentou os monstros...é um super-herói. (Isabel)
- O que é afugentar? (Rodrigo Caeiro)
- É mandar os monstros para casa deles.(Isabel)
- Eu disse que tenho medo de lobos, mas já não tenho tanto, porque fui com a minha mãe à Avicella, e ouvi a história do "Lobo Mau Xau-Xau", e todos os animais tinham medo dele, mas afinal ele era bom,e agora eu também acho que os lobos já não são assim tão maus. (João Pedro)
- O que diz a história? Podemos ouvir professora? (Rodrigo Caeiro)
Não tínhamos esta história, mas poderíamos arranjá-la. Seria uma boa forma de ajudar os Triquiteiros, a afastar os medos, que fantasiam em grandes dimensões, confundindo o real e o imaginário.
Pensamos que se deve aprender a lidar com os medos e expressá-los com serenidade, pois para as crianças mais pequenas, a sensação de medo é real. Através de uma história, do manusear um fantoche com a forma do seu "medo", e de outros elementos do mundo simbólico, as crianças são capazes de vivenciar e consciencializar-se dos medos, compreendê-los e assim transformá-los.
A história "Lobo Mau Xau-Xau", acaba por surgir ao inicio da tarde, pelas mãos e boca da mãe da Maria Miguel.
A Maria Miguel tinha insistido com a professora, de que "A minha mãe tem esse livro, na biblioteca dela, e vem aqui contar...ela sabe contar muitas histórias." A mãe Márcia lá veio contar a história e ajudar-nos nesta questão dos medos. E começou com a sua lenga lenga: "Perlim,pim, pim...Perlim, pim, pão...que apareça um livrão". 
 O livrão apareceu e começamos por saber quem foi o escritor e o ilustrador.
A história começou. Que atentos, e felizes estivemos!


Esta história, como nos disse o João Pedro de manhã, o lobo luta por fazer amizades que teimam em não florir. O lobo tem muita má fama, e a tarefa de fazer amigos, torna-se complicada. Nem as ovelhas, nem os cães, nem os porcos querem saber deste lobo, do qual têm tanto medo. Mas como a esperança é a última a morrer, ao encontrar o capuchinho vermelho na floresta a chorar, decide ajudá-la a procurar a avó que tinha desaparecido. O que acontece no final da história, é que "O nosso lobo mau Xau-Xau; afinal não é tão mau. Ele é mesmo um lobo bom, e passa a chamar-se Pom-Pom"
A história tem assim o condão de desmistificar a sensação de medo, e valorizar a confiança e a amizade. A mãe Márcia, afirma ainda, que os lobos maus,  monstros, fantasmas, vampiros e outras personagens que tais, apenas existem nas histórias e nos filmes, ao que o Rodrigo Caeiro, remata a questão dizendo "Já falamos sobre isso hoje de manhã, com a professora!"
Esperamos que desta forma, tenhamos conseguido superar um pouco mais os nossos temores, que fazem parte do nosso crescimento. (Obrigada mãe Márcia, pela rápida disponibilidade). 
Como referimos há alguns dias atrás, aqui http://jisjoaosalaa.blogspot.pt/2013/10/o-raio-e-branco-ou-preto-e-de-onde-vem.html, é a enfrentar os pequenos medos, que certamente haverá menos dificuldades em enfrentar os grandes.
Até já temos alguns "Lobos Xau-Xau, que agora são Lobos Pom-Pom"

 produções estas, feitas à semelhança do que está no livro.
Este dia faz-me lembrar de um pensamento de Alberto Caeiro : " O essencial é saber ver, saber ver sem estar a pensar, saber ver quando se vê, e nem pensar quando se vê" porque isso exige uma aprendizagem de desaprender, porque a questão não é ensinar as crianças, a questão é aprender delas e com elas.
Amanhã continuamos!!!

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