Triquicibernautas

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03/02/2015

Em diário de grupo tinha ficado como intenção no "Queremos fazer", a decoração da nossa porta de entrada, sob o tema "Castelo", mais concretamente um castelo da idade média...Um castelo como o do D. Afonso Henriques.
Então, começamos visualizar vários castelos, e metemos mãos à obra (o grupo responsável), reciclando o papel de cenário que já estava na porta, e pintamos de tons cinza.

De seguida colocamos as "pedras" no fundo cinzento, com "esponja da loiça" cortada em pequenos retângulos!


A Inês desenhou o topo da muralha e as torres, e a Gabriela recortou. Procuramos a imagem da bandeira do reino de D. Afonso Henrique na internet...


E cá está a porta de entrada do nosso REINO!

04/11/2014

A música faz parte do nosso dia a dia, mas a terça-feira tem na nossa rotina diária, um momento para conhecer novos músicos, ou novos instrumentos, ou novas melodias...etc.
Hoje conhecemos melhor Eric Carle (já o conhecíamos da história "A Lagartinha Comilona") ...

E a sua história "I See a Song" ou seja, "Eu vi uma canção".

A história começa a preto e branco, mas depressa se torna um livro muito colorido. É sobre um violinista que não tem cor até começar a tocar. À medida que as notas musicais saem, também se vêm imagens abstratas pintadas em bonitas cores vivas. Este é um livro contado apenas em imagens, enquanto o violinista vê formas mágicas a saírem do seu instrumento.
Encontramos esta versão em vídeo e com música, e estivemos a ouvir...



O violinista diz-nos "Senhoras e senhores: Eu vejo uma canção. Eu pinto música. Eu ouço cor. Eu toco o arco íris e a relva do chão. A minha música fala. As minhas cores dançam. venham, ouçam e deixem a vossa imaginação ver a vossa própria canção."
E nós fomos...Sentimos a música...Ouvimos o violino, o piano, os aplausos do público...




Sentimos a imaginação a brotar ao assistir a esta jornada musical mágica, que acaba com o violinista a descobrir as suas próprias cores ousadas e brilhantes. 
Nem todos quiseram fazer este "exercício" de arte...mas alguns dos que não fizeram, ao ouvir as explicações dos que fizeram, prometeram que fariam amanhã.
E o que é que brotou da nossa imaginação? 


Então ouçam na primeira pessoa a explicação do que sentimos ao ouvir o "I see a Song", quando  o dissemos à nossa professora e aos nossos amigos mais pequenos.



A Expressão Musical contribui como um meio de expressão de ideias e sentimentos e promove a concentração, a memorização, a consciência corporal e a coordenação motora. A música permite trabalhar outros domínios de forma lúdica, que como diz Isabel Ramos (1997) “São artes que apelam para uma sensibilização estética e exigem o progressivo domínio de instrumentos e técnicas, (…) as diferentes formas de expressão comportam uma dimensão educativa”.

07/02/2014

Foi ao som da música "Winter - Inverno"do nosso amigo músico "António Vivaldi", que "produzimos" o nosso painel de Inverno. No nosso diário de grupo, estava a intenção de o fazermos, e era também parte integrante do "O que vamos fazer" do projeto "Chuva, Neve e Trovoada".


Vivaldi é presença assídua da nossa sala de atividades, e gostamos imenso de trabalhar ao som das suas músicas. Por isso, foi com muita satisfação que conversamos, e (des)construímos a estação do ano "Inverno", e as suas características, (ao som desta música) principalmente porque o frio e a chuva têm sido uma constante por aqui, e ao som da música fomos como já foi referido, produzindo o painel do inverno.
Assim, não é de estranhar que o nosso painel, à semelhança do que aconteceu com a decoração da nossa porta, passasse pelas cores que nós atribuímos como cores do inverno, os azuis, o branco, e o cinzento.
Depois de escolhido em grande grupo "o que fazer", "com que fazer", este grupo de meninas de 4 anos, ficou encarregue de pintar o fundo do cenário. Fizeram-no autonomamente, com responsabilidade, e demonstraram que souberam trabalhar em equipa. Como disse a Gabriela "Nós não somos finalistas, mas também sabemos como se deve trabalhar".
Este fundo do painel escondia, como que por magia, umas árvores, que lá quisemos colocar,(como se estivessem com neve). Antes de pintarmos, colocamos fita cola e montamos as árvores. Quando a tinta secou, retiramos a fita cola, e as árvores apareceram.  
Entretanto, cada um de nós desenhou o seu "fotosenho", que ficaram assim.
Individualmente, colocamo-los no painel , fazendo novamente trabalho a pares ou em pequenos grupo,e acrescentamos um guarda chuva (é que não para de chover).





E assim ficamos todos abrigadinhos da chuva que teima em não nos largar. Só não nos colocamos debaixo da árvores, porque "as árvores podem cair com o vento forte, e ainda nos magoa" (Margarida). Por isso é melhor ficar "pendurados, porque se cairmos o chão é macio...tem relva" (Ana)


Bom fim de semana, parece que com chuva e frio. Afinal de contas é "Winter"!

05/06/2013

Quando em fevereiro, fizemos o "Gps Livro, levou-nos na pista da Avicella", faltou-nos conhecer o Penedo da Rosca, que se situa no Monte de S. Bento das Peras.
O Penedo da Rosca , é um dos elementos centrais da história "Avicella a Princesa Mais Bela". É lá, que vive a bruxa má da história, e é lá que a pequena Margarida leva o Bolinhol e o chá de camomila à bruxa, e assim, conseguir o livro secreto dos segredos, como podemos verificar nesta imagem do livro.
Hoje, como estávamos no Monte de S. Bento das Peras, para comemorar o Dia Mundial do Ambiente, aproveitamos para procurar este penedo. A "Rosca" era bem visível.
Aproximamos-nos da entrada do Penedo da Rosca, e queríamos entrar, para ver se encontrávamos a bruxa má.
Tentamos por um lado, tentamos por outro, mas nada.

O que estaria a falhar? Bom...pelo menos fazemos uma foto em frente ao penedo, (mas já tínhamos explicações, para o facto de não ser possível entrar no penedo, e não encontrarmos a bruxa.
Para nossa surpresa, de tarde, quando nos preparávamos para (re)visitar o vivido de manhã, tivemos a visita do escritor desta história, e podemos reviver em conjunto. O Hugo, começou logo por contar ao Hélder, que tínhamos ido ao Monte de S. Bento das Peras, e visitado o Penedo da Rosca.
Depois, vieram as explicações pelo facto de não de não podermos entrar no penedo e não ter-mos visto a bruxa.
"A entrada do Penedo da Rosca estava tapada por uma rede."      
 "Havia muito lixo e pedras a tapar a entrada."        
 "Não levamos bolinhol e chá de camomila para a bruxa."                   
 "Era melhor comprar bolinhol, e voltar lá amanhã, de certeza, que víamos a bruxa."
Perante todos estes argumentos, relembrei esta parte da história, lendo-a e dramatizando-a ao mesmo tempo. Pelo meio, fui sendo interrompida pelos Triquiteiros, já que tinham uma vontade enorme em participar. Lembro de quando falava que a bruxa era gulosa, o Francisco me questionar: "Quem é mais gulosa? A bruxa, ou tu professora? É que tu és muito gulosa por chocolate." e ainda, quando a Gabriela me diz : "Professora não te esqueceste de nada? Não disseste que a Bruxa Má, deixou cair a cabeça em cima da mesa, quando adormeceu".
Pormenores importantes, que neste caso se tornam "pormaiores".
O próprio Helder Magalhães descreve estes momentos, numa mensagem deixada hoje de tarde na sua página do Facebook.
"Esta tarde voltei a ter o privilégio de me sentar na sala dos meus amigos Triquiteiros de S. João. É delicioso sentir a adrenalina daquelas meninas e daqueles meninos em quererem partilhar todos os pormenores da aventura que haviam realizado pela manhã. O Hugo começou por dizer que foram ao São Bento das Pêras, e, depois, todos falaram sobre a visita ao Penedo da Rosca. Um a um, foram elencando os motivos porque a Bruxa Má não abriu a porta da gruta, e depois ouvimos a dramatização da prof. Rosa Maria Alves dessa passagem no conto Avicella, a Princesa Mais Bela. Momento em que a pequena Gabriela diz professora esqueceste-te de uma coisa! Não disseste que a Bruxa Má caiu a dormir em cima da mesa. É impossível não ficar completamente rendido! 
Como se não bastasse, tive ainda direito a uma aula de ciências. O pequeno Rodrigo Caeiro explicou-me a atividade do vulcão, que tinham apresentado durante a manhã no âmbito do Dia do Ambiente. Ouvir termos como bicarbonato de sódio, erupção, lava, da boca de uma criança é superfixe (termo que eles tanto gostam). Depois, o grupo responsável pela atividade do vulcão, realizou a experiência, e o vulcão entrou em erupção. E não me deixaram vir embora sem me mostrarem a sua horta! Obrigado!"
Mas, antes de se ir embora, o Hélder leu e deixou-nos, um novo conto "A mãe galinha", que ouvimos com atenção, lembrando o "Quintal do Sr. Juvenal".

Foi uma manhã e tarde mágica, em redor da "Avicella a Princesa Mais Bela". Para entenderem melhor esta postagem, relembrem o que já publicamos sobre este projeto em:

http://jisjoaosalaa.blogspot.pt/2013/02/projeto-avicellauma-abordagem-socio.html

02/06/2013

Estes são os quatro Triquiteiros finalistas. No próximo ano letivo, logo em Setembro, não estarão mais comigo. Ao olhar para estas fotos, as lágrimas já assolam nos meus olhos. Todos os anos é a mesma coisa. Mas, a vida é feita de momentos, e este foi o momento que tiveram comigo. Estão a crescer, irão fazer o seu voo, e abrir asas noutras paragens, vivenciar novas experiências, que fazem parte do ciclo de vida de cada um. A partir daí, farão parte de uma das turmas do primeiro ciclo do Agrupamento de Caldas de Vizela.


Na sexta-feira de manhã, foram com os outros amigos finalistas do J.I. de S. João, visitar a EB dos Enxertos.
Não os acompanhei. Dei-lhe a oportunidade de mostrarem a sua responsabilidade e autonomia, o sentido de entreajuda e cooperação entre os quatros (é claro que supervisionados pelas minhas colegas que acompanharam todo o grupo).
Não me desiludiram, e quando regressaram, comunicaram ao restante grupo, as vivências desta manhã de articulação.

Dando voz aos seus registos, os finalistas foram recebidos pelos meninos do 1º ano da EB dos Enxertos, e pela sua professora Aurora. Assistiram à dramatização da história "O Galo Marcelo", lida, contada e cantada pelos colegas do 1ºano, participaram do jogo do galo, com a Professora Cristina de educação física, enfim... brincaram, interagiram com os amigos, deste e do ano passado, fizeram tarefas a pares, vivenciaram novas experiências, como vos mostra o pequeno filme que vos deixo. Foi com toda a certeza, uma atividade enriquecedora.


Muito obrigado 1º ano dos Enxertos, pela recepção que nos fizeste.

06/12/2012

No dia 3 de Dezembro comemorou-se o dia Internacional do Portador de Deficiência. Não quisemos deixar passar esta data em branco e na sala  surgiu mais uma história de Todd Parr com o título "Tudo bem ser diferente."


Depois de ouvida a história, surgiu a conversa em grande grupo, e concluímos que como pessoas que somos, como seres individuais únicos, temos características próprias na maneira de ser, pensar, agir, sentir, no aspeto fisico, etc.
Ser diferente no aspeto físico, na mobilidade, na expressão oral, nos movimentos, não quer dizer que se é um "coitadinho" um "incapaz". Há uma deficiência, que embora real, não significa absoluta incapacidade, mas, somente uma certa limitação. Sendo assim, nada está certo nem errado. Apenas somos diferentes..
E como disseram os "Triquiteiros" depois de muita conversa sobre o assunto: "Todos somos diferentes, e não faz mal ser diferente…o importante é sermos amigos de todos.". É que, nada é mais deficiente que o preconceito, e nada mais eficiente que o amor!
Para que entendêssemos melhor o que sente uma pessoa que é diferente na visão - o cego, a professora Rosa Maria convidou o professor Miguel (do ensino especial), para fazer o jogo Goalball com os Triquiteiros. O Goalball foi criado em 1946 pelo austríaco Hanz Lorezen e o alemão Sepp Reindle, que tinham como objetivo reabilitar veteranos da Segunda Guerra Mundial que perderam a visão. Em 1982, a Federação Internacional de desportos para cegos (IBSA) começou com esta modalidade nos Jogos Olímpicos para deficientes.
O professor Miguel começou por explicar ao grupo que o jogo Goalball é um jogo para cegos, e  é um desporto baseado nas perceções tátil e auditiva, por isso não pode haver barulho no momento em que se joga. 




A bola possui guizos no interior que emite sons – existem furos que permitem a passagem do som – para que os jogadores saibam a sua direção










O arremesso da bola deve ser rasteiro e o objetivo é marcar golo na baliza adversária. Foi o que fizemos. Ora espreitem...Até a professora jogou!





Muito obrigada Professor Miguel por ter tirado um bocadinho do seu tempo livre para estar connosco. Foi muito bom!

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