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20/11/2017

Hoje, em dia de aniversário da proclamação da Declaração dos Direitos da Criança (1959) e adoção da Convenção sobre os Direitos da Criança (1989), pela Assembleia Geral das Nações Unidas, passamos a manhã em articulação com 1º ano - Turma B (Professora Dulce), da EB Enxertos. Muitos destes alunos, passaram 3 anos connosco e hoje foi dia de regresso à sua primeira escola.


Começamos por fazer a experiência “Explosão de Cores”, porque sabemos que estes nossos amigos, adoravam fazer atividades da ciência, quando cá estavam. 
Estes eram os ingredientes: Aguarelas de cores, água, bicarbonato de sódio, líquido da loiça e vinagre.

Em primeiro lugar, metemos aguarelas nos tubos de ensaio e água...Mexemos bem, para que as aguarelas se transformassem em líquido colorido.


Depois acrescentamos bicarbonato de sódio, detergente da loiça e por fim, vinagre.


 E assim se deu a “Explosão de Cores”…


Isto acontece porque ao misturar Bicarbonato de Sódio e Vinagre, eles liberam dióxido de carbono (este é o mesmo gás que está nas bolhas das bebidas carbonadas, como a Coca-cola.). Para que a explosão de cores tivesse mais espuma, acrescentamos o detergente liquido, e também porque o bicarbonato tende a ficar um pouco firme e é um pouco mais difícil para o vinagre alcançar todo o bicarbonato, o detergente liquido vai ajudar todo este processo.
O tempo passou rápido e estava na hora de lanchar…




Mas ainda houve tempo, para brincarmos todos junto, no recreio… São laços e afetos que não se esquecem.



Consideramos que a articulação entre estes dois ciclos é fundamental…E é fundamental a cooperação entre os profissionais de ambos os níveis educativos, pois o processo de transição da criança deverá ser “(…) uma passagem harmoniosa na e pela instituição” (Roldão, 2008, citado por Bravo, 2010: 17)


05/10/2014

Na sexta feira passada, a Ana Luísa veio visitar-nos. "Estava com muitas saudades", disse-nos ela. Foi com muita satisfação e uma enorme alegria, que a recebemos, no intervalo do seu almoço.
"Leu-nos" a história da "Gata Gatilde", e estava muito feliz por poder fazer uma das atividades, que ela adorava fazer quando estava connosco.
Ainda teve tempo para nos falar da sua nova escola, e da vontade de nos visitar regularmente. Já sabes Ana Luísa, que podes regressar quando quiseres, assim como todos os outros que nos "deixaram". São todos bem vindos!



Uma boa semana Ana Luísa!

14/06/2014

“Vivemos com o que recebemos, mas marcamos com o que damos” (Winston Churchill)

Ontem ao final do dia estava com o coração apertadinho e a lágrima ao canto do olho (sou uma chorona).
A semana tem sido complicada…muito trabalho, o internamento urgente do meu pai, as saudades que começam a aflorar do grupo de 11 crianças (fantásticas) que comigo estiveram dois/ três anos e que agora partem para outras paragens.
Agora, passadas 24 horas, o meu coração continua angustiado, mas bem mais sereno. A sensação/certeza do dever cumprido e a alegria que via estampada ontem na cara das minhas crianças e pais, fazem-me pensar que valeu a pena todo o meu esforço e dedicação.
Valeu a pena, as horas passadas a desencaixotar emoções; a recuperar sentidos; a adoçar corações; a encorajar voos. Como diz Ruben Alves “Eu quero desaprender para aprender de novo. Raspar as tintas com que me pintaram.”
Valeu a pena as horas que passei nesta casa/blogue “Triquiteiros de S. João” para que todos e principalmente os pais, pudessem entrar diariamente na segunda casa dos seus filhos, e perceberem que esta é uma escola cheia de afetos, com referências ao mundo atual que vivem, e como tal, não é uma escola seca da vida, e assim, ficarem com a certeza de que os filhos estão “bem entregues”.
Valeu a pena, pela relação escola-família pelos momentos de encanto e ternura que vivemos em conjunto.
Valeu a pena, pelos amigos que fizemos ao longo desta caminhada, com “estórias de afetos”.
Valeu a pena, porque tenho a certeza que estas 11 crianças levam de mim, o melhor que lhes soube dar diariamente…o carinho e a amizade ao longo desta caminhada. Porque convivendo com elas diariamente, amando –as e tentando ensina-las  a viver, a dar-lhes razão para viver, sinto e tenho certeza que dei o melhor que um educador pode dar às suas crianças. “Educar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais...” Esta é a minha grande responsabilidade. Resta-me desejar que na nova viagem que vai começar saibam colocar em prática os “ensinamentos” desta vossa amiga. E, por favor, nunca se esqueçam de me lembrar… nunca se lembrem de me esquecer…! Eu guardar-vos-ei sempre no meu coração…e no coração que me ofereceram.
Até sempre!





18/03/2014

Porque amanhã é feriado, festejamos hoje o dia do pai, e demos voz à nossa professora para ela tecer as seguintes considerações.
Na escola, somos “obrigados” por várias razões a celebrar com as crianças aquelas datas que consideramos mais importantes, e que devido à sociedade portuguesa em que vivemos (quase sempre de acordo com a tradição cristã) as próprias crianças dão mais valor.
O dia do Pai, insere-se nessas datas ditas “mais importantes”, e logo “especiais”, e é uma boa oportunidade de “trabalhar” a valorização da figura paterna, mas também para refletir nas diversas configurações familiares.
Hoje é comum vermos crianças a  morarem com os avós, tios, apenas com a mãe ou o pai. O termo "família" começa a ganhar forma de inclusão de ligações por consanguinidade, dependência económica e ou residência na mesma casa, e grupos de pessoas que habitam na mesma casa.
Percebe-se desta forma, que as famílias que conhecíamos há uns anos atrás, começam claramente a sair do formato "pai, mãe, filhos", mas que têm necessariamente de ser reconhecidas.
Refletimos muito sobre este assunto: Será bom celebrar esta data, e muitas vezes “encarregar” de a lembrar a outras crianças que não têm por vários motivos o pai por perto? É que o “Pai” nos dias de hoje, vai muito mais além da figura paternal que nos habituamos a ver e a sentir. Temos tios, avós, padrinhos e mães no papel de pais, e até pais no papel de mães.
Mas, e aqueles que têm os pais (no sentido lato da palavra) por perto, ou os outros "pais", que são também eles pais, e querem celebrar o dia? Como fazer nesta dualidade da questão?
Estas mudanças, têm que merecer a devida atenção por parte das escolas, para não provocarem consequências diretas nas crianças.
Receber os Pais (no sentido lato da palavra) na escola, para comemorar a data, pode ser frustrante para algumas crianças. O Pai pode não poder vir à comemoração, por motivos de trabalho, distância, outra família, ou outros.  
Ao propormos celebrar esta data com os Triquiteiros e os "Pais", tivemos o cuidado de legitimar o sentimento de cada criança e da sua família. Na ausência do Pai, os Triquiteitos convidaram a pessoa que queriam, ou que têm um bom relacionamento para um pequeno almoço de afetos. Todos foram bem vindos...os Pais, Avós, Padrinhos ou Mães.  O importante é que no futuro, o dia seja recordado como algo de bom.
Afinal dia do pai e dos “pais” é todos os dias.

Mas o dia de hoje começou assim:



 Dando os Bons Dias aos PAIS, e tomando o pequeno almoço juntos...com muito mimo à mistura!


Depois de termos tomado o pequeno almoço, entregamos aos PAIS os presentes que elaboramos para eles.


 
Alguns pais quiseram abrir os presentes na hora e ouvir as nossas explicações.



E mimamos muito e fomos mimados!



OBRIGADOS PAIS pela vossa presença. Foram fantásticos - "Hoje foi uma manhã, cheia de amor e muito carinho, porque tivemos cá os pais, e foi maravilhoso" - R. L.


Quando a escola e a família mantêm boas relações, situações como a que se viveu hoje são possíveis, e são facilitadoras de interação entre duas instituições sociais. Quem fica a ganhar, são as crianças.

05/03/2014

No mês de fevereiro a CPCJ de Vizela festejou o mês dos afetos, em articulação com a biblioteca do agrupamento de escolas de Vizela. Na semana passada respondemos ao convite efetuado pela professora Elsa, e recebemos a "Malinha dos afetos", juntamente com a história "Quem dá um abraço ao Martim?".


A história fala do Martim que é um urso pardo adorável que ainda está a prender tudo sobre o mundo que o rodeia. Certa manhã, depois de um longo sono, ele acorda a sentir que precisava de um abraço. E é assim que parte em busca do abraço perfeito...Mas nenhum abraço que encontrava parecia estar à altura das suas expectativas. Até que encontra os mais fofos braços, que são os da sua mãe, e se aninha neles.
Ouvimos atentamente esta história contada pela professora Elsa...



Fomos interagindo com a história, falando dos  valores solidários...dos abraços...da amizade...dos afetos...da afeição. Tal como o Martim, também nós gostamos de um abraço bem apertado, aconchegadinho, dado por quem nós mais adoramos, e por isso entendemos aquilo que o Marim procurava.



Acabamos cantando uma canção que falava dos afetos, acompanhados pela música que a Maria João tocou no orgão.




Desta forma (muito singela)  nos associamos a este mês dos afetos e a esta atividade conjunta da Biblioteca com a CPCJ. Os nossos registos da história em forma de "Mapa da história",  irão para a "Malinha dos afetos" na próxima semana. 
Obrigada Elsa pela história, pela música  e pelo convite. Gostamos muito!!!

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