"Quem se rende à tentação do ninho, jamais aprende a voar;
Quem não se aventura pelos mares, verá o casco de seu barco apodrecer em pleno cais; Quem não ousar na vida profissional, ficará superado porque não foi capaz de dialogar com as mudanças que o tempo ofereceu. A ousadia de ser mestre, mediador, professor está nas nossas mãos" – Werneck
Ontem a M, propôs ao grupo fazerem
experiências hoje. O grupo aceitou e ficou na nossa planificação. Como
estamos pouquinhos, cada um de nós escolheu a sua experiência e
transformamo-nos em pequenos cientistas.
A M, decidiu que queria fazer uma
experiência com água, berlindes e rolhas, o que resultou no "Flutua e
"Não Flutua"... A LV também quis experimentar.
O JL fez a experiência da "densidade de líquidos"...
Cá fica a explicação...
A LV fez a experiência do "Corona Vírus", para percebermos a importância da lavagem das mãos.
O Gil optou por fazer a experiência do Vulcão...
A explicação do G.
Mais tarde a M e a I, quiseram fazer a mesma experiência .
A I fez a experiência da vela com água.
Já a M. optou pela experiência dos balões.
Depois com, as amigas fizeram novas experimentações e os UAUS surgiram!
A necessidade de investigar, questionar, explorar, realizar... Porque os nossos "sentidos" são portas que se abrem para o mundo!
A introdução à metodologia cientifica lança-nos as bases da estruturação do pensamento cientifico e leva-nos a apropriar-nos das diferentes etapas do desenvolvimento desta metodologia: questionar, colocar hipóteses, prever como encontrar respostas, experimentar e recolher informação, organizar e analisar a informação para chegar a conclusões e comunicá-las.
Como fazemos isto diariamente na nossa sala de atividades, quisemos visitar um centro de ciência, para alargarmos os nossos conhecimentos. Foi este o intuito da visita de estudo ao "Curtir Ciência", em Guimarães.
Foi uma manhã muito enriquecedora, com passagens pelo Show de Ciência, reciclagem, túnel interativo (planetas) e robótica. Em todas as "estações", colocamos em prática os nossos conhecimentos científicos.
Ontem ao final do dia, ao ouvirmos uma música que gostamos muito ... "Perfect Symphon", com Ed Sheeran e Andrea Bocelli. Costumamos ouvi-la e sabemos que Bocelli é cego. Mas, desta vez o FF levantou várias questões sobre a cegueira,como por ex: "Como é que os cegos veem e como é que eles não vão contra as paredes.
Ficou em dário de grupo que hoje iríamos falar sobre este assunto.
Então, a nossa professora trouxe-nos o "Livro Negro das Cores" de Menena Cottin e Rosana Faria. Este livro conta-nos a forma como o Tomás, um menino invisual, "vê as cores" e o mundo que o rodeia. A história está escrita em braille e as ilustrações têm relevo, para que todas as pessoas o possam ler e sentir.
Ouvimos a história e sentimos o livro (enquanto a história era contada) pelas texturas e pela linguagem dos cegos...O Braille.
A conversa girou em torno das limitações físicas e sobre as capacidades aguçadas que quem possui esta limitação, acaba desenvolvendo.
Neste caso o "preto é o rei de todas as cores. É macio como a seda do cabelo da mãe, quando ela nos abraça." Mas, como disse o MA, "Os cegos pensam as cores na cabeça deles e formam o arco íris. " Nada como nos colocarmos na pele deles e tentar pintar as cores...Senti-las nas pontas dos dedos.
Isto afinal, não é nada fácil... Até houve quem tentasse fazer batota, mas lá se consegui pinturas "Arco-Iris".
E jogar à cabra-cega? Quem não se lembra? Pois, parece que também é difícil...
E atirar a bola de olhos vendados...Pois, parece que também complicado, mas conseguimos.
E tentarmos ler como os invisuais...Aqui, temos muito para aprender.
Além de falarmos dos 5 sentidos e de como estes podem ser mais ou menos ativados em determinadas situações , o mais importante foi percebermos que há pessoas que mesmo sendo cegas, podem ver o mundo de outra forma e que com esta atividade, nos aproximamos, ao menos um pouquinho, dessas pessoas que se relacionam com o mundo da leitura (e não só) de maneira bem diferente da nossa.
"A história que hoje abordamos é mágica, e o Bocelli é um grande artista" (MA) :
A subtileza deste livro demonstra a beleza da percepção do mundo através dos nossos sentidos e na sua complementaridade. Convidando-nos a refletir sobre como será aquilo que nos rodeia para quem não vê, esta grande obra obriga-nos a reformular o mundo através dos seus cheiros, sabores, texturas, sons; a recriar, de forma imaginativa, as coisas que nos envolvem. Um livro que nos lembra que há sempre mais para além do que vemos, um livro para redescobrir a riqueza sensorial do nosso corpo e determo-nos na beleza oferecida por essa sensibilidade. Exceptuando o texto, todo o livro é negro. No entanto, as ilustrações em alto relevo e o texto em braille, permitem experimentar as texturas e jogar
com as descrições poéticas das cores. (Fonte: Bruaá)