Triquicibernautas

04/10/2016

Nesta sala de atividades, enfatizamos uma visão de educação centrada na pedagogia da escuta que é aquela que cria um contexto de escuta, que é igual a aprender, desenvolver e criar. Escutar as crianças significa observar, interpretar e documentar as falas em relatórios, diários e projetos. Não fazemos do “ensinar” uma transmissão de saberes, mas sim, preocupamo-nos em escutar o que as crianças têm para dizer, e neste sentido “dizer”, não é o mesmo que “falar”. “Dizer”, é expressar-se, é comunicar através de inúmeras linguagens num ambiente educacional baseado na confiança para que se sintam motivadas para desenvolver as suas múltiplas capacidades de se exprimirem e escutarem através de todas as linguagens: expressivas, comunicativas e cognitivas.
Centramos assim o trabalho pedagógico em projetos, onde nós, as crianças somos autoras e produtoras dos trabalhos e projetos desenvolvidos, e participamos ativamente desde a seleção do tema a trabalhar à análise dos seus conteúdos, já que os projetos dão voz ao currículo “emergente” quando somos encorajados a tomar as nossas decisões e a fazer as nossas próprias escolhas -  Katz Lilian, (1999, cit . por Edwards, Gandinni, Forman, 1999), pois é um currículo flexível que se vai desenvolvendo, adaptando e modificando de acordo com os projetos. A professora ao escutar-nos, está a permitir e a encorajar o aprender, o criar, a elevar o “volume” das nossas vozes nas nossas criações, tendo como finalidade única a reconstrução da aprendizagem.
Quando no início do ano letivo, falávamos dos nossos sonhos, o Duarte referia que queria muito visitar um parque com pegadas e fósseis de Dinossauros. A partir daí esta ideia foi crescendo nas vozes de muitos de nós e a professora escutou-nos.
Passou a ser a ideia dos “quatro Afonsos”, da Maria Duarte, da Laura, do Eduardo e muitos outros. Então para começar, o Duarte sugeriu que tivéssemos um livro sobre Dinossauros e lá fomos à biblioteca da Professora Elsa, para requisitar um…Só que não havia.
Mas a nossa “euforia” em torno dos dinossauros é tanta, que os livros e alguns dinossauros começam a chegar de casa de alguns de nós.



Estivemos a estruturar os nossos conhecimentos, a fazer reflexões, a definir as etapas necessárias para realizar o trabalho, escolhemos imagens dos livros e fotocopiamos…copiamos as frases que dissemos.





O 2º professor entrou em ação!

O Mapeamento do projeto atravessa todo um processo de realização, que se organiza da seguinte forma:



Ainda demos nome ao projeto e decoramos com dinossauros que colorimos!




Hoje de tarde, hove “Tarde de Cinema” com o filme… 









...que a mãe do Diogo Faria nos trouxe e nós adoramos!






Bom Feriado...Quinta-feira, continuamos!

03/10/2016

À semelhança dos últimos anos, bebemos inspiração no modelo da escola moderna, (MEM), e introduzimos o "Mapa de Presenças e Faltas", (porque estamos todos mais crescidinhos) numa tabela de dupla entrada, com linhas onde constam primeiro os nomes dos "finalistas", depois os "médios", e por último as mais recentes aquisições da sala ( 3 anos)


A estes, corresponde ainda uma foto, para ser mais simples a identificação. A cada dia do mês, foi ainda feita a correspondência à cor da "Agenda Semanal” ou “Rotina semanal”. 

...que  é um instrumento "que ajuda a regular o que acontece na sala de atividades, e que conta a história da vida do grupo" (MEM, 1999:8). Assim, começamos a desenvolver as noções de tempo, interiorizando e gerindo os seus intervalos. A cada dia, foi associada uma cor e uma atividade “especial”, para melhor identificação do dia da semana. “As rotinas são, como os capítulos, o guião da vida diária de uma turma” (Escola Moderna, 2009b: 4).
A partir de hoje, todos deixamos a nossa presença (desde que não faltem), neste mapa. Aqueles de nós que já conseguem, colocam o P (Presente), e os que não conseguem. deixam a sua marca, como melhor entenderem. Se algum de nós faltar, o par responsável pelo Mapa de Presenças (responsabilidade semanal), coloca ao final do dia o F(Falta).


Os mais novos têm a ajuda dos Padrinhos/Madrinhas e para primeiro dia, até se saíram muito bem!
Estamos a ser cada vez mais autónomos, mais ativos, competentes, e construtores da regulação social, interpessoal e intrapessoal do grupo.

Também já AQUI referimos que começamos a usar outro instrumento de pilotagem, Padrinhos/Madrinhas - Afilhados/Afilhadas, até porque precisávamos dele para o Quadro de Tarefas e Responsáveis, pois a pares iremos semanalmente realizar as tarefas de acordo com as responsabilidades acordadas.
E foi esse quadro de “Tarefas e Responsáveis” que estivemos a elaborar…Escolhemos as tarefas que consideramos serem mais importantes na nossa vida diária de sala…. Fotografamos e a Inês esteve a imprimir as fotos que iriamos colocar no mapa!



Hoje estivemos a pares (padrinhos/madrinhas – afilhados/afilhadas) a escolher a nossa responsabilidade semanal. Para alguns de nós é a primeira vez, mas para primeiro dia, até já correu muito bem.



 Que ficou assim!

O Quadro "Polivalente", já existe nesta sala há muitos anos e nós utilizamo-lo como "Calendário" que é um instrumento que nos ajuda a construir relações temporais e espaciais. Neste instrumento estão identificados os dias da semana, os meses e o ano. Esta tarefa permite que as crianças relacionem o dia do mês, com o dia da semana e com o ano, adquirindo a consciência de que há elementos que mudam todos os dias enquanto outros se mantêm mais tempo.
E, é o par responsável semanal pelo calendário que o atualiza diariamente, com informações e acontecimentos pertinentes para o grupo


E como nos mostra Formosinho, (1998, p.148) estes mapas “funcionam sistematicamente como plataformas de balanço e de estudo para o desenvolvimento lógico-matemático, linguístico e social dos grupos de atores dos factos registados”, ou seja, das crianças.



Hoje foi dia de festejar o aniversário do Afonso Ferreira que fez 5 anos em Agosto e como estávamos de férias, trouxe hoje o bolo e a mãe, para fazer a festa de aniversário. Trouxe um bolo, com cobertura de chocolate, que adoramos!

Cantamos os parabéns, o Afonso soprou as 5 velas, demos os vivas e atiramos os foguetes!




No final o Afonso, ainda ofereceu mais uma guloseima…Pintarolas. Toca a lavar bem os dentinhos!
Por fim, a habitual sessão fotográfica do aniversariante com a professora. Como não podia deixar de ser, o Afonso como adora futebol, colocou a professora na baliza e foi feita uma sessão de penaltis.



Muitos parabéns Afonso Ferreira!

02/10/2016

Somos um grupo bastante grande, 25. Mas afinal quantos somos do sexo feminino e do sexo masculino? Quantos temos 6 anos,5 anos, 4 anos e 3anos?
Analisamos estes conceitos, fizemos levantamentos de dados e passamos a registar, ou seja, organizar os dados que tínhamos.
Para isso, cada um de nós fez o respetivo “fotosenho”, para colocarmos num gráfico e assim fazermos o tratamento de dados.




Segundo as OCEPE “A estatística, enquanto análise quantitativa de dados, é uma área muito importante da Matemática que proporciona múltiplas ocasiões de desenvolvimento numérico. A estatísti­ca, que tem como objeto a variabilidade num conjunto de dados e a apresentação dessa in­formação organizada, através de tabelas ou gráficos, faz parte da vida quotidiana de crianças e adultos. A resolução de problemas estatísticos depende da compreensão e quantificação dessa variabilidade, estando a interpretação desses dados ligada ao contexto em que são recolhidos…Na vida do jardim de infância, surgem muitas oportunidades de recolher, organizar e in­terpretar dados quantitativos a partir de situações do quotidiano e da realização de expe­riências e projetos. Cabe ao/à educador/a apoiar a formulação das questões a responder, a recolha de dados e a sua organização (conjuntos, tabelas, gráficos, diagramas de Venn, etc.).”
Foi o que estivemos a fazer com o gráfico “QUANTOS SOMOS”.





 Que ficou assim!


A história “Caracóis de ouro e os 3 ursos”, ajudou-nos também a consolidarmos melhor os conceitos que associamos aos 6/5 anos (grande), 4 anos (médio) 3 anos (pequeno).


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