Triquicibernautas

24/10/2013

Há um dia da semana (rotina semanal), em que temos a visita de um pintor famoso, ou a introdução de novas técnicas de expressão plástica, "inspirados" na brochura das artes no jardim de infância. – aqui
        http://area.dgidc.min-edu.pt/publicacoes_DGIDC/As_artes_no_Jardim_infancia.pdf
Esta semana, decidimos que a visita especial, seria a de Vincent Van Gogh.
Conversamos sobre este pintor, que já nos tinha feito companhia no ano passado. (Re)lembramos a sua "fotografia", o local onde nasceu, por onde passeou, e que pinturas fez, além do seu quadro mais famoso (Girassóis).
  1. Visualizamos algumas  imagens, e entre elas, estas que escolhemos e que se chamam "Campos de trigo com flores e sol"

    Olhamos para as imagens, e automaticamente, elas nos fizeram lembrar os campos de milho e trigo.. Cada criança, deu a sua opinião sobre o que via, e como se sentiam em relação a elas., como por exemplo: "Este pintor, usa cores diferentes do Miró"; "O Miró faz muitos pontos, círculos, linhas, e este está a pintar o campo, ou girassóis."
    Falamos ainda da forma como o pintor,teria pintado estes quadros-Como é que ele usava os pincéis, para pintar estes quadros? Que movimentos faria com as mãos? Mostrem com as vossas mãos, os movimentos que acham que o Van Gogh usava para pintar. Assim, técnicas e alguns conceitos artísticos, também foram aflorados na conversa, como formas, cores
    E passamos à atividade de "fazer arte", à pintura. Começamos por desenhar no papel branco, com um lápis as "formas" da pintura que tínhamos à nossa frente e que tínhamos escolhido.

    Foi-nos explicado que iríamos fazer pinturas idênticas às de Van Gogh, (estas eram a nossa fonte de inspiração), mas que cada um faria como entendesse. (O que até é normal, pois dependendo da idade e do desenvolvimento intelectual da criança, é evidente, que possam surgir "obras de arte", apenas com algo tão elementar, como rabiscos e formas simples.O importante é criar...é imaginar...é "fazer arte"). Usamos também (além das tintas, com as cores que víamos nas pinturas), vários tipos de pincéis, para podermos fazer movimentos longos, curvos e até "redemoinhos", como por exemplo no "SOL", que se vê em duas das pinturas. E pintamos...pintamos!!!

O resultado é uma palete de obras de arte!!!


O "Van Gogh" da mais nova da sala
O "Van Gogh" da Triquiteira que esteve doente, e que veio hoje para a escola.
Para ajudar nesta atividade, ainda vimos este vídeo e ouvimos esta música "Fields of Gold" do Sting. A partir de agora, é uma das músicas escolhidas por nós para o nosso tempo de relaxamento. Como diz a Inês-É tão bonita...até faz chorar!!!

Como disse Pablo Picasso :"Em arte, procurar não significa nada: O que importa é encontrar." Parece que estamos a encontrar pequenos grandes artistas!

23/10/2013

Os provérbios surgem como um universo fascinante, depositário dos costumes e da cultura de um povo, já que a sua origem é ancestral.
Têm todavia, uma componente sempre atual, porque transmitem verdades intemporais. São geralmente uma expressão da sabedoria popular, um "dito popular", um "conselho quotidiano", que transmitem verdades intemporais, por meio de frases que funcionam em determinados contextos, e são transmitidas de geração para geração.
São ainda muito importantes para conhecer as tradições e as crenças do meio social, onde se inserem.
Tendo como base, todas estas intenções pedagógicas, desafiamos os pais, a enviarem-nos provérbios sobre a alimentação, para explorarmos na sala de atividades com os filhos. Os resultados, superaram as expetativas, e recebemos autênticos testamentos.
É evidente, que não podíamos trabalhar os provérbios todos (alguns até se repetiam), pelo que decidimos em conselho de grupo, escolher dois por criança, (tentando não nos repetirmos) fazer as respetiva leitura, e registá-lo.
A estrutura do provérbio é normalmente constituída por uma frase ou estrofe de dois versos, que rima entre si, recorrendo a paralelismos ou a antíteses, o que por norma facilita a interpretação. Foi o que fizemos, trabalhando, não só o "conhecimento do mundo" social onde nos inserimos, como desenvolvemos a oralidade, e a comunicação foi incentivada.
Alguns dos resultados do processo desse trabalho, pode já ser visto aqui. Mais tarde, compilaremos tudo num livro que será enviado para cada família.







Aprender a aprender é o instrumento mais importante que as nossas crianças devem "adquirir" e apropriar-se. Por isso é tão importante que o despertar para os "ditos populares", seja tido em atenção no trabalho com crianças em idade pré-escolar. É que além de tudo o que já foi referido, este tipo de trabalho, desperta também para a literacia emergente da leitura e da escrita.
Como diz Brumer "A partilha de conhecimento é a forma mais consistente de conhecimento". Obrigada Pais, pela vossa partilha. Mais uma vez, a relação escola-família, a funcionar em pleno.

21/10/2013

Hoje na reunião da manhã, entre conversas sobre o fim de semana, e sobre quem estava doente, a Inês aparece com este "Moinho em cartão, 3D", que lhe emprestou a mãe, para trazer para a sala e mostrar aos amigos.
Relembramos o que sabíamos sobre os moinhos, onde é que eles se situavam, porque é que precisavam do rio, riacho ou ribeiro por perto... o que é que faziam ao milho que para lá ia, etc.
A Gabriela, lembrou-se do que fizemos em Maio, na quinta dos Pentieiros, em Ponte de Lima, aqui http://jisjoaosalaa.blogspot.pt/2013/05/um-dia-inesquecivel-no-coracao-do-minho.html, quando estiveram a debulhar o milho, e a meter a semente na terra, num vaso que ficou lá na quinta.
A Margarida, lembrou que trouxemos espigas de milho da quinta da D. Rosinha, e surge assim a ideia de fazermos o que tínhamos feito em Ponte de Lima, mas agora no nosso quintal.
Estava na hora de fazer uma visita à nossa horta, e verificar que se queríamos semear o milho, tínhamos que a limpar primeiro.
Ainda colhemos uma couve coração, assim como alguns espinafres, que lá estavam perdidos, desde a última colheita, e entregamos à nossa cozinheira para amanhã colocar na sopa.


Mãos à obra, ou seja, à limpeza do quintal...com as mãos, e o utensílios que temos para nos ajudar.
De seguida debulhamos o milho.
Estava tudo pronto para semearmos. Como estamos em Outubro, não sabemos se esta sementeira vai resistir... (porque é em Março que semeia, e em Setembro que se colhe), mas não custa nada experimentar. Como diz o nosso amigo Jonh Dewey " Aprender? Certamente mas, primeiro, viver e aprender pela vida, na vida", e como diz a nossa amiga Juca "Em Outubro, pega tudo".

Depois da sementeira, há que falar sobre o carolo...mas o que é isto? Quem disse que isto se chamava carolo, foi a Inês. Parece que ouviu em casa. Terá sido a mãe? A avó? Bem mas o carolo, é - Esta coisa cheia de bolhas. Ficou assim, porque tiramos o milho, que dantes era espiga (Margarida). Perceberam? Nós percebemos muito bem!
Por sugestão deste trio... (e que boa foi esta sugestão), toca a sinalizar o "Milheiral".


E pronto...a partir de hoje, temos o nosso milheiral. Fixe!
Novamente citando Dewey -  O pensamento não existe isolado da ação. É na ação e sobre a ação, que a criança "aprende fazendo". Educar, portanto, é mais do que reproduzir conhecimentos.

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