Triquicibernautas

11/11/2013

Numa tarde soalheira, como manda a tradição de S. Martinho, fizemos o nosso magusto. Com a habitual caruma, colocamos as castanhas a assar. 

À volta da fogueira, cantamos, dançamos, e enfarruscamos a cara, juntamente com os amigos das outras salas. Ficamos que nem "caretos", incluindo a Cristina e a Professora. Foi muito divertido!

Comemos castanhas quentes e boas, e ainda levamos algumas para casa, no nosso saco "Maria Castanha"

Foi um belo dia de S.Martinho!!!
Logo pela manhã...em plena manhã de sol de S. Martinho, recebemos a visita do nosso amigo escritor Hélder Magalhães.
Já não o víamos desde o verão, e como estávamos com muitas saudades, resolvemos convidá-lo a  visitar-nos. Durante a semana passada estivemos a elaborar um livro para lhe oferecer. Cada um de nós fez o retrato dele, (houve mesmo com não esquecesse a gravata cor de rosa) e escreveu uma frase sobre a sua pessoa. Na capa colocamos (por ser dia de S. Martinho), o "Manel Castanha", que é o feminino da Maria Castanha - afinal ele é homem! (João)
O convite também tinha sido feito para estar com todos os meninos de S. João, mas antes disso, o Hélder ainda teve a oportunidade de juntamente connosco, cantar os parabéns à Cristina que fazia anos (uma data muito especial)...


Oferecer-nos um bolo de chocolate feito por ele,  e ler-nos um poema novo.
Depois disto, juntamo-nos todos no "nosso salão", e ouvimos o Hélder a ler umas quadras de S. Martinho feitas propositadamente para o J.I. de S. João.

"Ainda que sem o vinho,
estes meninos vão
festejar o S. Martinho.
Castanhas não faltarão.

Haverá imensa animação,
entre canções e danças
da fogueira ao coração,
que acende as crianças.

Nos sorrisos da partilha,
somos o fruto dum amanhã.
Certos do sol que brilha,
no presente a cada manhã."

Falamos sobre o dia de S. Martinho, descobrimos as rimas destas quadras.
E no final, ainda ouvimos a história do "Quintal do Sr. Juvenal". Foi uma manhã brilhante,cheia de "SOL", raiada com a poesia do nosso amigo Hélder Magalhães.
Muito obrigada!

10/11/2013

Depois da "Lenda de S. Martinho", durante a semana  ainda tivemos a visita da "Maria Castanha". Veio do baú das histórias "velhinhas" da professora, em forma de acetato.
Convidamos todos os meninos e meninas de S.João a ouvirem e a verem esta história, através desta "maquineta" (retroprojetor), que é bem diferente do computador. Foi, uma boa forma de estarmos todos juntos numa atividade de "hora do conto", com uma história que aborda (além de outras questões) um costume do nosso meio social - o Magusto


Estivemos todos muito atentos, ao desenrolar da história, e percebemos porque é que a "Maria Castanha" não sabia o que é o "Magusto", nem o que são castanhas. Perguntamos à "Maria Castanha" da nossa escola
- a Maria Clara (a mais recente "aquisição" da escola - turma C), e ela também nunca fez um magusto no Brasil. Segunda-feira, já vai perceber o que isto é.
 Mais tarde, já na nossa sala de atividades, (re)visitamos a história, fizemos o reconto da mesma, e falamos sobre o nosso magusto, a realizar no dia 11 (segunda-feira). O que sabíamos sobre isto? O que queríamos fazer? Como o íamos fazer?
Os Triquiteiros mais velhos lembravam-se dos magustos anteriores (na escola), e referiram que teriam que meter as castanhas assadas, num saco ou numa caixa, ou num cartucho de jornal  igual ao da história.
Em conselho de grupo, decidimo-nos pelos sacos do pão que nos ofereceram numa padaria, e elaboramos os mesmos, de acordo com a nossa vontade própria. Autonomia, responsabilidade, trabalho a pares, desenho, pintura, pintura de dedo, recorte, colagem, houve de tudo um pouco. 

Tendo por base, a "Maria Castanha", cada um de nós construiu a sua. 
Houve quem quisesse fazer pintura...Ficaram assim (exemplo)
Houve quem preferisse construir a "Maria Castanha" com folhas de revista...
 Era preciso, enrolar...enrolar muito bem, e isto exige persistência.
 Para ficar assim. (exemplo)
 Houve quem optasse pelo desenho.
 E houve quem preferisse a técnica de pintura de dedo.
 Que resultou nestas produções. (exemplo)
Assim, respeitando as diferenças nos gostos de cada um, pois como diz António Gedeão "Não há duas folhas iguais em toda a criação", já temos onde guardar as castanhas no dia do nosso Magusto (amanhã), dia de S. Martinho. Vamos lá ver, se conseguimos levar algumas para casa!

07/11/2013

Há já alguns dias que o mau tempo não dava tréguas. Chuva e mais chuva! Estávamos desejosos de brincar no exterior da nossa escola. 
Agora, que o outono já está bem visível ao nosso redor, tínhamos vontade de o vivenciar.  Hoje a manhã esteve um pouco serena, no que diz respeito ao tempo meteorológico. A chuva, foi cair para outras paragens, e nós aproveitamos para brincar ao outono, no exterior.
Foi tempo de aproveitar o parque infantil, observar o crescimento do milho, comunicar, fazer matemática, pesquisar, descobrir o mundo que nos rodeia, interagir a pares e em pequeno e grande grupo, socializar, enfim... desenvolvermo-nos integralmente.
Como diz Albert Einstein " Brincar é a mais elevada forma de pesquisa."


Hoje, como todos os dias fomos felizes...
E, como todos os dias, houve momentos de ternura!!!

06/11/2013

Há alguns dias atrás a Joana trouxe para a sala uma "mão cheia" de castanhas. Na altura, falamos sobre este fruto, a sua origem e sobre a festa das castanhas, (que é umas das tradições do meio em que estamos inseridos) que se aproxima, mas muito ao de leve, deixamos no nosso diário de grupo, a intenção de voltarmos ao assunto.
A poucos dias de se comemorar a tradição do S. Martinho, (re)visitamos o nosso plano de trabalho, e decidimos que queríamos conversar sobre este assunto.
Assim, quando se coloca a questão: "O que é o S. Martinho?", as respostas não se fazem esperar:
- É a festa das castanhas, e do magusto. (Henrique)
- Faz-se...assim aquela coisa, como se faz para assar um bife ou uma chouriça...o assador.(Rodrigo C.)
- É uma fogueira e nós cantamos à volta da fogueira. (Gabriel)
- O S. Martinho deve ser alguém amigo do Jesus. (Margarida)
- E come castanhas. (Gabriela)
- Mas o Jesus é apenas uma estátua de pedra, não come castanhas. (Margarida)
- É como a Avicella, mas houve o milagre e ela transformou-se... deve ser assim com o Jesus e o S. Martinho.(Rodrigo C.)
 - É um dia de festa com sol, a festa das castanhas e é uma alegria. (Gabriela)
E a conversa continuou...por aí fora. Tanto, que resolvemos, ver a Lenda de S. Martinho, da nossa amiga professora Juca, (já a tínhamos visto o ano passado) e assim, percebermos melhor o porquê de se festejar este dia.


 E para continuar, a Ana Paula lembrou-se desta música da professora Alda (a professora Açoreana)
Gostamos muito desta música. Ela deixou-nos muito alegres e divertidos...cantamos!

Descobrimos as rimas, e dividimos as palavras que rimam por sílabas (batendo palmas), explorando a consciência linguística e a consciência fonológica.


Exploramos os sons de vários instrumentos, tendo-os dividido por categorias.
Por fim gravamos um bocadinho deste nosso momento musical. Ora vejam!!!
De acordo com a brochura "As Artes no Jardim de Infância", no que concerne à Música esta "pretende incentivar a criação de contextos artísticos em ambiente pré-escolar". Fica claro que o domínio da Música é olhado do ponto de vista não só da atividade lúdica, "...mas também numa perspetiva de desenvolvimento cultural das crianças...enquadrando-se nos domínios da execução técnica, da criação e da apreciação, preconizados nas OCEPE, e são articuladas com o contacto regular com obras e artistas da cultura portuguesa e internacional."
É o que tentamos fazer!

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