Triquicibernautas

17/03/2016

A avaliação na Educação Pré-Escolar assume uma dimensão marcadamente formativa, como referem as OCEPE e tal como é referido na Circular nº4 DGDIC/DSDC/2011, desenvolvendo-se num processo contínuo e interpretativo que procura tornar a criança protagonista da sua aprendizagem, de modo a que vá tomando consciência do que já conseguiu, das dificuldades que vai tendo e como as vai ultrapassando.
Por aqui, avaliamos todos os dias quer nos instrumentos de pilotagem existentes na sala, como por exemplo no "Diário de Grupo" e outros, ou quando avaliamos o nosso comportamento, ou quando a nossa professora "documenta" as nossas aprendizagens através de fotografias ou de gravações, e até mesmo nas narrativas e entrevistas, que são incluídas no nosso portefólio.
Para o portefólio vamos escolhendo quinzenalmente, as evidências do caminho que vamos percorrendo na nossa aprendizagem para colocar no nosso portefólio (estas escolhas são nossas ou da professora).
A forma como se selecionam as evidências, permite-nos a nós e à professora, aprender mais sobre o processo de aprendizagem. Desta forma, "Ao implicar as crianças na escolha e reflexão de evidências para colocar no portefólio (Grubb e Courtney, 1996, cit. Parente, 2004), está a dar-se um sentido de valor acrescido à participação da criança na sua aprendizagem, e a encorajar a autoanálise quando refletem sobre o que foi feito."...
Estamos no final do 2º período e por isso, andamos nos últimos dias às voltas com a nossa autoavaliação. Desta vez, foi feita através de entrevista.
As respostas a esta "conversa" mostra que somos capazes de refletir, fazer a autoanálise, e segundo a nossa professora, isto favorece os processos de metacognição, já que nos envolvemos com a nossa "própria história pessoal de aprendizagem", (Parente, 2004,p.61). No final da entrevista assinamos a folha de autoavaliação.





Consideramos que a autoavaliação, fornece estratégias de autorregulação da aprendizagem. "Desta forma, a criança ao avaliar conjuntamente com o educador, (dando voz, à pedagogia das relações e da escuta) regula a sua própria aprendizagem, já que adquire novos conhecimentos e competências" (Alves, R.M., 2012). Revelando um crescente desenvolvimento de reflexão e autoanálise, o que favorece os nossos processos de metacognição, já que nos envolvemos com a nossa “Própria história pessoal de aprendizagem.” (Parente, 2004, p.61).

Deixamos aqui um vídeo, com uma pequena amostra (porque há muitas mais) da escolha de “produções” a colocar no portefólio e da auto avaliação.


As nossas famílias terão acesso a toda esta informação, na nossa reunião de avaliação, no próximo dia 23 de março, pelas 17 horas e como de costume  levarão os portefólios para casa, para poderem analisar e refletir com calma.
Para terminar este assunto, uma citação da nossa professora, que "explica" tudo o que acabamos de mostrar aqui:
"Tendo como base a pedagogia da escuta, porque é preciso escutar as crianças…As suas dúvidas, as suas respostas, os seus silêncios. Porque a escuta vai ajudar as crianças a crescer em sabedoria e sensatez e a desenvolver todo o potencial possível. Escutar para compreender os bloqueamentos e ajustar os desafios. Escutar para compreender. Compreender para ensaiar novos processos."

2 comentários:

maria antonia mamede disse...

Gostei de ver como te preocupas em dar voz aos alunos neste processo de avaliação. São estes exemplos que dignificam a nossa profissão. Estou ansiosa por te ouvir no dia 9 de Abril. Quero aprender mais contigo. Beijinhos

Rosa Alves disse...

Obrigada Maria Antónia. A documentação é essencial. Até dia 9. Beijinhos

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