Triquicibernautas

28/01/2016

As histórias infantis não foram criadas somente para nos entreter. Nas verdade elas possuem uma forte componente didática que deve ser aproveitada ao máximo para nos ajudar no nosso processo de aprendizagem de vida.
O Livro “O Monstro das cores”, tem realmente esta componente e foi trazido para a sala pelo Gabriel.

A história começa com uma menina que encontra um Monstro todo colorido, simbolizando os seus sentimentos que estão misturados e por isso ele se sente confuso. Ela explica-lhe que é necessário ordenar os sentimentos, separa-los de acordo com as suas cores. Explica como funciona cada sentimento, porque  ele não percebe porque muda de cor e a sua amiga, a menina, explica-lhe o que significa estar triste, estar alegre, ter medo, estar calmo e sentir raiva. A Tristeza (azul), Medo (negro), Raiva (vermelho) Calma (verde), Alegria (amarelo), e a cor Rosa, que fica para nós dizermos o que estamos a sentir ao ver aquelas imagens.
Depois de fazermos a exploração oral da história, decidimos construir o nosso placard das “Cores/Sensações”. Pintamos um painel com as respetivas cores, e confecionamos os elementos respeitantes a cada cor.






Com essa história aprendemos a identificar os sentimentos de acordo com o que sentimos no momento e daquilo que nos parece "encaixar" nos respetivos sentimentos.

E na tristeza que é suave como o mar, cabe:
- A saudade dos amigos e o ficar sozinho…Ficar sem casa e sem amigos (Mimi).
- Estar de férias sem o pai, ou ficar perdida na rua (Isabel)
- Não ter brinquedos nem comida e fazer troça dos amigos (Guilherme)
- Chorar, não ter dinheiro e ver alguém a dormir na rua (Gabriel)


A alegria que brilha como o sol, contém o :
- Brincar com os amigos e emprestar brinquedos (Isabel)
- Andar de baloiço, cantar, brincar, saltar e ir à praia (Gabriel)
- Jogar à bola e gabar os amigos (Guilherme)
- Saltar á corda (Afonso F.)
- Fazer novos amigos (Helena)
- Fazer aventuras e dar presentes (Mimi)


Na raiva que é vermelha como o fogo encontramos:
- O magoar (Helena)
- O não saber partilhar (Afonso F.)
- Ser mau para os amigos e tirar os brinquedos dos outros (Mimi)
- O bater (Guilherme)
- Estar zangado (Gabriel)


O medo é covarde e esconde:
- O escuro (Mimi)
- Os pesadelos e ouvir coisas estranhas (Helena)
- Os fantasmas (Guilherme)
- As aranhas enormes (Beatriz S.)
- Sonhar coisas más (Isabel)
- O medo de estar no alto das montanhas e não conseguir descer e até cair.


A calma é tranquila e leva a:
- Descansar, dormir e sonhar (Helena)
- Ser bom com os amigos (Isabel)
- Oferecer flores e saber partilhar (Guilherme)
- Ajudar os amigos (Diogo)
- Diz palavras belas aos amigos…Dar amor (Mimi)
- A CALMA é uma folha a pousar no chão, quando o vento sopra a sua brisa (Gabriel)

 Mas…e agora? O que sentes com o cor de rosa?
- Amor (Gabriel)
- Carinho (Mimi)
- Adorar os amigos e dar-lhes flores (Afonso F.)
- Andar de mãos dadas-Apaixonados (M. Beatriz)
- Sentir-se a flutuar (Guilherme)
- Ser leve como uma folha (Mimi)


E nesta conversa em que aprendemos mais sobre os sentimentos e como enfrentar os sentimentos mais negativos, já devem ter percebido que aconteceu POESIA! Poesia de sensações, de emoções, porque nos comovemos, nos sensibilizamos, e despertamos a beleza que temos dentro de nós!

Estas são as nossas emoções. Cada uma tem uma cor diferente…E funcionam melhor quando estão organizadas!

Nota da Triquiteira-Mor - Obrigada Gabriel por nos teres trazido esta história. Obrigada a todos os Triquiteiros que estiveram super motivados, entusiasmados com esta atividade. Gosto muito de vos ter como "alunos"!

1 comentários:

Maria da Luz Borges disse...

Bom trabalho!

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